Paciência, Cultura e Design

                  Boa noite, estimadas amigas! Está tudo bem com vocês? Comigo está mais ou menos, porque, desde que "cismei" em c...

                  Boa noite, estimadas amigas! Está tudo bem com vocês? Comigo está mais ou menos, porque, desde que "cismei" em criar este blog, tenho me dedicado muito a ele, e às vezes fico frustrada porque são tantas as complicações cibernéticas que vocês nem imaginam. Primeiro, vocês sabem que estou sozinha nisso de criar meu blog, não é?

                Meu marido não pode me ajudar porque é igual a mim, não sabe para onde vai nada de computador. Meus filhos estão sempre ocupados. Mesmo assim esse negócio de configurações de ferramentas de blogs e afins e tão super, ultra, mega complicados que acho que só mesmo um programador ou programadora profissional é capaz de desenrolar, mas por enquanto não tenho condições de contratar um profissional e vou me virando como posso, e às vezes quebro muito minha cabeça.

              Vejo tutoriais no You tube e busco ajuda nos fóruns do próprio Google, mas me parece complicado demais, porque muitas vezes as informações são contraditórias e desencontradas.

   É um tal HTML, CSS, javascript, e mais meio mundo de nomenclaturas super incompreensíveis aos simples  mortais. O jeito é ter paciência, deixar um pouco essas configurações para lá e começar a estudar mais o que realmente interessa, que são minhas experiências vivenciadas no meu curso de Design de Moda,  para poder produzir conteúdos interessantes para vocês.
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          Olha, amanhã é sábado e você sabia que vai haver aula? Pois é menina, a faculdade Boa Viagem é muito "puxada". Já recebi o e-mail da professora pedindo para levar os  materiais. Ainda bem que é pouca coisa, só lápis de cor, hidrocor, borracha, tesoura e revistas diversas. Até parece que voltei a ser criança novamente. Mas, que bom! A aula será de Cultura Brasileira e o Design no Brasil. A disciplina pretende educar nosso olhar crítico para as questões sociais, culturais, mas, desculpa a ignorância, preciso dizer, não sou muito chegada a esse tema não, porque acho que a ideia de cultura prende e subjuga o homem e a mulher. 


          Basta ver a história das bordadeiras de Passira, interior de meu Pernambuco. Essas bravas mulheres contribuem e muito para o desenvolvimento de nossa cultura ao produzir seus belos bordados, a ponto de tornar Passira conhecida como a cidade do bordado . Mas parece que isso pouco serve para melhorar a condição social delas. Muitas nem se dão conta da importância de seus belos trabalhos. Verdadeiras obras de um verdadeiro designer. Mas, onde está o reconhecimento? A maior parte dos ganhos arrecadados talvez vá parar nas mãos dos anunciantes, top models e de todos que estão no topo da pirâmide que envolve o mundo fashion. Bom seria se as diferenças dos ganhos não fossem tão gritantes.



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           O mesmo acontece com as esculturas do Mestre Vitalino. O pobre artesão, que nasceu e viveu em uma pequena vila próximo a Caruaru, só teve seu trabalho amplamente reconhecido após sua morte em 1963, aos 53 de uma doença contagiosa. Ficou famoso, viajou o Brasil todo. Ensinou a muitos artesãos no Alto de Moura, mas viveu em pobreza extrema. Isso existe? Não! De jeito nenhum! Sou contra! Ele merecia melhorar sua condição social. O pior é que a maioria dos artesãos acham que "é assim mesmo", que "nasceram para isso". 




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           Um dia desses vi uma reportagem no NETV, onde o filho do famoso Mestre Vitalino, cujas obras são expostas até no Museu do Louvre, em Paris, na França, dizer em entrevista a uma repórter que precisou vender a última obra de seu pai, para poder comprar COMIDA. 
             Ele reproduz as peças que não possue o mesmo valor das originais feitas  pelo Mestre Vitalino. Pelo menos não,por enquanto. Quem sabe um dia, após sua morte, o filho, tal como o pai, não venha a ser finalmente reconhecido e muita gente não venha a ganhar muito dinheiro em cima disso. Injusto. Tudo porque a cultura , meio que determinou que essa é a condição dele. 



            Enquanto isso, um famoso político daqui da terra, não vou citar o nome, embora seja uma figura pública, tem uma cristaleira cheinha com as peças do artesão e diz que não vende por nada.

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  Coisas da vida.
  Por hoje é só. Abração a todas. Fiquem com Deus! Tchau!
  

 Referências bibliográficas:
museucasadopontal.com.br
Wikipédia
Anajuliameloalmeida.pdf

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