A Vida que Continua

A Vida que Continua Nesses últimos dias me deparei com acontecimentos imprevistos e desgastantes que me impediram de manter a regular...

A Vida que Continua


Nesses últimos dias me deparei com acontecimentos imprevistos e desgastantes que me impediram de manter a regularidade nas postagens e cheguei até a pensar que seria impossível nos encontrarmos por aqui novamente.

  E tudo aconteceu porque, tive que me revezar com meu marido e minhas cunhadas para cuidar de três idosos que adoeceram praticamente de uma vez.
 Meu sogro, que tem mal de Alzheimer, o tio e a tia de meu marido, com idade de 91 e 88 anos e nunca tiveram filhos.
 Todos esquecidos do tempo, usando fraldas descartáveis e tudo mais.
A casa de minha sogra, que também já está com idade avançada, embora se recuse a entregar os “pontos”, virou praticamente uma mini clínica geriátrica.
O senhorzinho de 91 anos, precisou ficar internado em um desses hospitais públicos, cujos corredores estão sempre abarrotados de doentes, pobres moribundos, muitos aguardando só a hora da morte certa.
Dia após dia, vi suas forças se esvaindo e o brilho sumindo dos seus olhos.  E foi como observar uma rosa que vai perdendo as cores após ser colhida.  E tudo que pude fazer foi apertar sua mão e dizer que Jesus o amava e que estava a seu lado, para confortá-lo nessa hora.
Passei horas ouvindo gritos de dores lancinantes dele e dos outros doentes e vi profissionais da saúde, esgotados emocionalmente, tentando executar seu trabalho na mais precária situação.
Muitos, de tão acostumados ao caos reinante, circulavam tranquilamente, como quem estavam passeando num shopping center qualquer ou talvez num tranquilo parque. Quem sabe?!
Infelizmente o senhorzinho, que já estava muito debilitado, não resistiu ao peso dos anos e veio falecer.
Agora nos resta cuidar dos próximos idosos, sem falar em minha mãe, que é cardíaca e minha sogra, que está beirando os 80, mas graças a Deus, continuam firmes e fortes.

Na faculdade a maré não está para peixe. São tantos trabalhos para apresentar e na próxima semana já vamos entrar na maratona de provas. Às vezes me perco. Nem sei mais o que estou fazendo, mas não posso perder as estribeiras.  Ainda tenho muito chão pela frente.
Mesmo com tanto corre corre, ainda me reservei o direito de aprender a confeccionar lindas bolsas na oficina de costuras da faculdade.






Eu saia da faculdade, com gente jovem, cheia de vida e com meio mundo de planos brilhantes para o futuro e, em seguida, me deparava com pessoas com a vida por um fio.
 Gente, isso foi muito impactante! É como se vê diante da ficção e da realidade da vida, tal como ela é. O fim de todas as coisas.
E, como disse a assistente social que nos deu a notícia do falecimento ( não sei se prática, pragmática, fria). Ela nos indicou os trâmites necessários para o sepultamento e disse: “ A vida continua”.

Beijo!

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